Qualidade e Gestão

fevereiro de 2012

13
Feb
2012

Resumo Semanal – Economia – 05 a 11 de fevereiro

                No começo da semana tivemos o término do leilão de aeroportos, que culminou em uma arrecadação de 24,5 bilhões de reais, com um ágio de 347%. O Itaú-Unibanco também superou expectativas anunciando que os resultados financeiros de 2011 bateram recorde de lucro e que fará uma oferta para adquirir a totalidade das ações da Redecard, da qual detém 50% do capital.

                Terminou na quinta-feira o impasse sobre as reformas na Grécia: os lideres políticos chegaram a um acordo sobre medidas de austeridade para assegurar o resgate e manter o país de pé.

                Sexta-feira a Petrobras teve uma forte queda em suas ações, como reação do balanço do último trimestre de 2011, muito aquém do esperado, levando a uma queda de 1,9% na Ibovespa. O Dólar teve sua primeira semana de alta em 2012, acompanhando a tendência internacional de aversão aos ativos de risco.

6
Feb
2012

Resumo Semanal – Economia – 29 de janeiro a 04 de fevereiro

                 Começando a semana tivemos a noticia que a economia espanhola registrou uma baixa no crescimento no ultimo trimestre de 2011, com uma queda do seu PIB de 0,3%, agravando ainda mais a crise espanhola. Em situação diferente encontram-se os Estados Unidos, onde a economia norte americana registrou a maior geração de emprego dos últimos nove meses, e em janeiro a taxa de desemprego do país caiu a 8,3 por cento.

                O banco central informou terça-feira, que o setor público registrou um superávit primário de 128,710 bilhões em 2011, atingindo e superando a meta de 127,9 bilhões. A venda de carros no país também superou expectativas e bateu recorde para o mês de janeiro, com um crescimento de 10% nas vendas, comparado com o ano de 2011.

                Ainda na indústria automobilística, quinta-feira o Brasil anunciou que estuda a possibilidade de rever e até suspender o acordo automotivo com o México, que isenta veículos da taxa de importação de até 35%, cobrada sobre carros de fora do México e do Mercosul.

3
Feb
2012

Fechar o país para concorrência

Um caminho preocupante

Durante a ditadura militar, entre 64 e final dos anos 80, vigorou no Brasil a política de substituição de importações. Esta política fechava o país para produtos importados em prol do desenvolvimento da indústria nacional.

Mas os resultados dessa política nunca foram totalmente positivos. Na área automotiva, sem medo da concorrência, nossas indústrias se acomodaram com produtos muito antigos e chegamos ao início dos anos 90 com o Collor chamando, de forma muito justa, nossos carros de carroças. Na área de informática os resultados foram ainda piores: não apenas não criou-se uma indústria nacional com o mercado fechado, mas também prejudicou-se todo o país, que não tinha acesso a produtos de informática compatíveis com o que era ofertado em preço e capacidade no resto do mundo.

A guinada da presidente Dilma na área automotiva preocupa, pois é uma volta a uma estratégia que já provou não funcionar. Primeiro veio o aumento dos impostos no ano passado para os importados. E agora a ameaça de cancelar um acordo de comércio com o México. No longo prazo, acordos com países em desenvolvimento deveriam ser uma prioridade, como uma chance de despolarizar o comércio norte-sul e evitar que fiquemos sujeitos a pressões de países muito mais poderosos.

É lógico que nossa indústria vive um momento preocupante, mas não são barreiras que vão colocá-la em situação melhor. Nem a Anfavea, a associação das montadoras apoia essa ação. O governo não deve intervir na concorrência evitando que ela ocorra, mas sim ajudando as nossas empresas a ser mais competitivas: ações de diminuição do custo Brasil, melhorias na infra-estrutura, diminuição de impostos, isso sim deveriam ser as ações prioritárias do governo.

3
Feb
2012

Nossa opção é pela qualidade

Dez anos dando cursos de Seis Sigma com resultados

Há dez anos existem os cursos de Seis Sigma da UNICAMP dos quais somos parceiros. De lá para cá, muita coisa mudou na área de Seis Sigma. Deixou de ser uma metodologia "nova" e quase só existente em grandes multinacionais e virou o dia a dia para muitas empresas de todos os tamanhos que buscam melhores resultados com menores custos. Mas Seis Sigma, em si, não mudou.

Seis Sigma foi estruturado pela Six Sigma Academy (SSA) norte-americana. Foi o modelo da SSA que estruturou a revolução na GE, por exemplo. E foi nesse modelo que inspiramos nosso treinamento.

Está no âmago do Seis Sigma ser prático, hands on. Toda a implantação clássica de Seis Sigma integrou os treinamentos à projetos sendo conduzidos na prática das empresas. E seguindo o modelo da SSA, só é Green ou Black Belt quem desenvolve um projeto com resultados financeiros significativos para sua empresa. Pois, alinhado a tudo que se ensina no curso, o que importa é o resultado, e um Green ou Black Belt não é apenas um conhecedor de metodologia. É um profissional que recebeu esse certificado porque é capaz de REALIZAR. É por este motivo que a comunidade séria de Seis Sigma renega, completamente, certificações baseadas apenas em provas: não é esse o espírito do Seis Sigma.

Preocupa-nos ver algumas empresas vendendo cursos expressos, pois isso pode denegrir a imagem de uma metodologia tão eficaz. Chegamos a observar ofertas de Green Belts em dez dias! Nossa prática na formação de centenas de Green e Blacks já mostrou que o conteúdo é muito grande, profundo, exige uma forma nova de pensar. E que isso leva tempo. Também já comprovamos que para um bom resultado, é essencial que ao longo do curso, em paralelo com a teoria, o aluno experimente Seis Sigma com o projeto: embora na aula as ferramentas pareçam claras, é durante a execução prática que as maiores dúvidas surgem, dúvidas que nossos instrutores esclarecem ao longo do próprio curso, em uma "consultoria gratuita" que fazemos com grande prazer. Para isso ser possível, as turmas tem que ser pequenas, para que os instrutores possam atender a cada aluno individualmente: nunca deixamos nossas turmas crescerem, em uma busca pela manutenção da qualidade dos cursos.

Nosso curso nunca foi o mais barato, nem o mais rápido, e sempre exigiu um projeto associado. Acreditamos em Seis Sigma, acreditamos em todo o arcabouço criado pela SSA, e certificar alguém como Green ou Black é assinar embaixo que é um profissional com potencial para fazer projetos com ganhos significativos para seus empregadores. É assim que são os alunos que passaram por nossos cursos.

Muitos poderiam imaginar que a concorrência com preços menores e cursos rápidos nos impactou. Mas fico muito feliz ao perceber que a efetividade é nosso maior marketing, que são nossos ex-alunos nossos maiores divulgadores. E, semestre após semestre, há muitos anos, sem investimento em marketing e sem nenhum tipo de promoção, sempre temos nossas turmas formadas e sempre conseguimos ajudar muitas empresas a ter maiores resultados. Ao longo dos projetos executados nestes anos por nossos alunos, conseguimos vários milhões de dólares para as empresas onde foram desenvolvidos. Este semestre, em particular, estamos vivenciando uma procura nunca antes vista, o que mostra que fizemos a opção certa pela qualidade: oferecer um curso que apresenta a teoria a fundo, com instrutores com grande experiência prática e com projetos reais sendo desenvolvidos. Será muito bom acompanhar mais algumas dezenas de projetos neste início de 2012 e gerar mais milhões de dólares para as empresas que acreditaram em nossos cursos.

Sejam bem vindos, novos alunos!

janeiro de 2012

31
Jan
2012

A F1, Rubinho e a carreira de um profissional

Sou um amante da F1, desde os tempos em que era criança e via o Fittipaldi com sua Copersucar, único carro de equipe nacional da história. Depois veio o Piquet, seu tricampeonato e aí nunca mais deixei de ser um fã da velocidade. A tragédia do Senna trouxe alguma tristeza, e reflexões, mas continuei seguindo a F1.

Este ano provavelmente finda a carreira do Rubinho na F1. Uma carreira frustrante de alguém que poderia ter chegado muito mais longe. Mas também de alguém que não teve sorte, não soube aproveitar as oportunidades que a vida lhe apresentou e teve posturas profissionalmente questionáveis.

O Rubinho não é um piloto ruim. Ouso dizer que ele não era pior que alguns campeões medíocres, que chegaram lá graças ao carro incrível que tinham. Lógico que ele não é um Senna ou um Piquet, mas é um piloto dentro da média da F1.

Mas a história do Rubinho foi um caminho cheio de erros. Começou aceitando um destaque não merecido pela Globo, ávida em nomear um sucessor para o falecido Airton, coisa que ele nunca deveria ter permitido. Senna foi único e o Rubinho sempre soube disso. Provavelmente, toda as piadas que ele sofre hoje advém desse papel de "futuro grande campeão" que ele assumiu, sem ter nada ainda na carreira que justificasse. Como sempre comento com meus alunos, melhor uma carreira com crescimento contínuo e gradual, baseada em méritos, do que uma carreira meteórica sem base: alguma hora quem chega a um lugar alto sem preparo acaba sendo identificado e expurgado da estrutura, e não será fácil para alguém que foi gerente ou diretor voltar à base da pirâmide, porque empresas relutam muito em contratar alguém em uma posição inferior à de um emprego anterior...

Rubinho também fez escolhas erradas na carreira, trocando equipes exatamente no momento que elas cresceram. Mas isso também deveu-se a um pouco de falta de sorte, sorte que sempre se faz presente na vida dos grandes vencedores.

Mas o grande erro da vida do Rubinho foi seu "convívio" com Schumacher na Ferrari. Devemos ser humildes sempre e aproveitar ao máximo todas as experiências que podemos ter. Rubinho esteve ao lado do maior piloto de todos os tempos da F1, isso deveria ser um sonho para qualquer corredor. Ele não tinha ainda cacife no início da história da Ferrari para querer ser um piloto no nível do já bicampeão Schumi. Se tivesse sido mais esperto, teria aproveitado a grande oportunidade de aprender ao máximo, sendo parceiro e fiel escudeiro de alguém tão marcante quanto o alemão. Mas tomou o caminho de ser "contra" e não havia essa opção na Ferrari, principalmente depois do alemão ter dado à escuderia italiana o título que há tantos anos ela não ganhava. O mundo hoje é livre e ninguém é obrigado a trabalhar onde não quer. Se o Rubinho não gostava da posição de segundo piloto, deveria ter mudado de equipe. Ao continuar na Ferrari, porque era a equipe mais competitiva, deixou de respeitar a meta de todos daquela empresa, que era trabalhar para o Schumi.

Mas para mim o grande erro do Rubinho foi naquela famosa corrida em que recebeu ordem para deixar o Schumi passar e ele obedeceu, mas na última curva, da forma mais explícita possível. Foi a partir daquele dia que eu deixei de defender o Rubinho nas rodas de amigos. Naquele dia, ele tinha duas opções possíveis:

- ir contra à própria empresa, em favor das regras de esportividade, ganhar a corrida e arcar com as consequências de sua indisciplinada coragem. Tenho certeza que Piquet, Senna, Prost ou Schumacher teriam esta postura;

- fazer o que era melhor para a equipe, obedecer a hierarquia e fazê-lo da forma mais discreta possível, para não prejudicar quem lhe pagava um ótimo salário. Depois, poderia discutir com a equipe aquela ordem, mas em uma discussão interna.

O pior é que, por várias vezes, ele veio criticar a empresa em que trabalhava pela imprensa. Nada menos profissional. Não estou dizendo que ele deveria ser obediente a tudo que lhe era imposto, ele deveria sim questionar e lutar pelo que achava certo, mas DENTRO DA EMPRESA, "roupa suja se lava em casa". Se ele não estivesse mais satisfeito com as escolhas da empresa em que trabalhava, e não conseguisse uma mudança através de uma conversa interna, deveria buscar uma outra empresa e não ficar criticando quem lhe pagava o salário pela TV.

É uma pena que alguém que poderia ter ido muito mais além, tenha feito tantas escolhas questionáveis. E que termine a carreira de forma tão triste, ignorado por todas as equipes. Rubinho é uma pessoa boa, isto é claro, e sempre torci por ele por este motivo. Mas faltou a ele uma postura profissional esperada para alguém em posição de tamanho destaque e não teríamos como esperar um final de carreira muito diferente disso, infelizmente.

31
Jan
2012

Resumo Semanal – Economia – 22 a 28 janeiro

                Na segunda-feira, a gigante Petrobras anunciou que mudará seu presidente e nomeou para o posto sua atual a diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster. A primeira mulher a frente da petroleira foi muito bem recebida pelo mercado, que reagiu com alta significativa das ações da empresa.

                O petróleo pode trazer um grande desafio para a economia mundial: o bloqueio ao Irã, como resultado das sanções dos EUA e União Europeia, poderá acarretar um aumento dos preços globais do petróleo entre 20% a 30%, calcula o FMI.

                Na terça-feira o ministério do trabalho publicou que a criação de empregos formais no Brasil caiu 23% em relação a 2010. Um dos motivos é que o desemprego no país é menor em nove anos, informou o IBGE na quinta-feira.

                O departamento do comercio americano anunciou que o PIB dos EUA já é maior do que antes da crise de 2008. Assim, mesmo com todos os problemas, a economia norte-americana nunca produziu tanto como no ano passado.

24
Jan
2012

Resumo Semanal – Economia – 15 a 21 janeiro

                A Semana do dia 15 de janeiro começou com uma boa notícia: a taxa de juros cobrados em financiamentos é a menor desde 1995. Entre outros motivos, um dos principais é a queda constante da taxa Selic, que mais uma vez foi reduzida pelo governo na última semana.

               Seguindo com as boas novas, o déficit anual da previdência social caiu em 22% em relação a 2010: é o menor índice desde 2002. Outra novidade interessante foi em relação ao piso salarial no estado de São Paulo, que teve uma alta de 15 % alcançando o valor de 690,00 reais.

                Quem deve estar bem feliz também com as noticias da semana passada, são os acionistas da empresa OGX e seu proprietário, Eike Batista: a empresa anunciou a descoberta de mais uma reserva de hidrocarbonetos, na bacia de Santos, elevando as ações da empresa, e a fortuna do homem mais rico do Brasil.

                Situação bem contrária à OGX está a Kodak, que anunciou na sexta-feira sua concordata, após 131 anos revolucionando a fotografia, mas sem reciclar suas próprias ideias. Outra notícia negativa foi a declaração da ONU: a economia mundial está à beira de uma nova recessão, no relatório "Situação e Perspectivas da Economia Mundial”. O FMI está tomando medidas para amenizar a crise e informou que pretende levantar US$ 500 bilhões em recursos para capitalização da instituição a fim de enfrentar a crise de financiamento na Europa.

13
Jan
2012

O bom em tudo

   Esse post foi feito para ajudá-lo a pensar sobre qual o seu real talento ou afinidade. Ao invés de ficarmos cobrindo nossas falhas, porque não mudamos e focamos em nossos pontos fortes?
   O perigo de ficar só focado em nossas falhas é o de tornar-se um profissional “bom” em tudo, mas excelente em nada. Desta forma, nos tornarmos uma pessoa mediana, sem nada especial, seja na vida pessoal ou empresarial.
    Vamos pensar em um pato: o pato voa, anda e nada. Parece incrível falando desta maneira. Mas se pensarmos um pouco mais detalhadamente, ele não voa como uma águia, não nada como um peixe e não anda com maestria. Visto desta forma, não o achamos mais tão incrível assim.
    Quando encontramos um meio em que nossos pontos fortes são exaltados, os nossos defeitos passam quase despercebidos, nos sentimos plenos, confortáveis, e as atividades realizadas dessa maneira são mais prazerosas e proveitosas para todos.
    Fique claro que não estou dizendo para não corrigir nossas falhas. Mas não deixe de focar no que você tem de melhor. Trabalhe nas falhas que são mais críticas, para que elas não ofusquem suas reais qualidades.
    Vamos supor que nossa personalidade seja como um terreno desnivelado: tem pontos baixos e pontos altos, buracos e montanhas. O nosso objetivo é sempre chegar mais longe, mas para isso precisamos enxergar adiante. Se você focar só em tapar os buracos, você terá uma viagem mais suave, porem não irá enxergar muito longe. Tente aumentar o nível das suas montanhas: poderá ver muito mais além do que via antes.
    Concluindo, todos nós temos defeitos e pontos fortes: escolher onde colocar o foco é o que muda de pessoa para pessoa. Escolha um ambiente propício que valorize seus pontos fortes e não os fracos, enfatizando o que você tem de melhor.

dezembro de 2011

22
Dez
2011

A indústria automotiva do Brasil

Tem algo errado demais nesse setor!

Já falei neste blog sobre o preço insensato de carros no país  (vide aqui). Ainda na última semana fui ver o preço de carros e quase caí para trás quando uma vendedora me disse que o preço de um carro pequeno, "popular" era 39.000, mas que era justificável, porque tinha ar, direção, etc. e tal. Fico imaginando quem tem coragem de pagar um preço desse por um carro que na europa não valeria dez mil euros ou nos EUA não é nem vendido, por ser tão pequeno... Os brasileiros precisam começar a se revoltar com isso!

O pior é que nossos carros, além de muito caros, são ruins. A matéria apresentada neste link, por exemplo, mostra que são carros com um nível de segurança prá lá de ultrapassado e inaceitável em países desenvolvidos. E a matéria disponível neste link é bastante ilustrativa ao mostrar que o problema não se limita aos automóveis.

Abaixo, uma sequencia de matérias mostra que não há justificativa razoável para o preço mais caro aqui, a não ser excessivo lucro mesmo. E um povo que paga demais por coisas ruins:

Tem muita gordura pra queimar

Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo

Por que o carro é mais barato na Argentina e no Chile?

Está na hora do consumidor brasileiro entender que pode consumir, mas é preciso ter maior consciência e ser mais crítico, não gastando tanto dinheiro em coisas que não tem o valor pedido. O Brasil não pode continuar sendo tão caro, pois essa situação está se tornando insustentável.

22
Dez
2011

As lições do futebol

A boa gestão estava presente no Japão

Quem me conhece sabe que sou santista. E como todo santista assisti, e sofri, com o jogo do último domingo.

Mas como consultor em gestão, muitas boas práticas estavam ali se apresentando e não tenho como não admirar um time que faz tudo aquilo que louvamos no mundo das empresas. Isso sem falar no bom futebol, que eu como amante da arte, não posso deixar de admirar: desde 1982, com a seleção do Telê, não via um time tão bom!

A diretoria do Barcelona afirma que o time pratica o que aprendeu com o futebol brasileiro, um jogo de toques rápidos e categoria: benchmarking puro! E o mais interessante é que nós, que somos a inspiração, desaprendemos.

Mas me admirei com várias outras características do time espanhol.

Uma delas é a visão de que um time não se faz com um ou dois craques e vários cabeças de bagre: o time do Barcelona tinha 11 jogadores que sabiam tocar a bola fantasticamente, desde o goleiro até o Messi. São 11 ótimos jogadores, que trocaram incríveis 800 passes ao longo do jogo, praticamente sem errar. Empresas que querem se destacar no mundo atual, tem que pensar a respeito: só um "Neymar" na frente não resolve... O mundo de hoje precisa de funcionários inteligentes em todas as funções, atuando de forma diferenciada e buscando o melhor sempre!

Outra coisa interessante é o espírito de equipe. Embora seja um time de craques, todos os jogadores atuam em conjunto, não há nenhuma "estrela". Todos, quando estão sem a bola, marcam. Mesmo ganhando de 3, o time catalão não deixava de marcar sob pressão o Santos, nos poucos momentos em que meu time tocou na bola. Em compensação, dificilmente vi o Ganso, só para dar um exemplo, tentando marcar os jogadores do Barça. É comum no Brasil essa coisa de craques acharem que marcar é coisa para os outros, não entenderem que em um time todos são responsáveis pelo sucesso (ou pelo fracasso).

Por fim, sempre ouvi que um time não aguenta marcar sob pressão e tocar a bola em passes rápidos, sem parar, um jogo inteiro. Os especialistas sempre comentam que não há preparo físico que resista a este teste. O Barça mostra que isto não é verdade, que é possível com boa preparação. O Barça mostra que não são apenas os jogadores, mas também a estrutura por trás, que faz a diferença. Uma empresa não sobrevive só com técnicos, precisa de um RH, de um jurídico, de um financeiro, tudo trabalhando em uníssono pelo sucesso de todos. E o Barcelona é um grande exemplo.

Esse jogo entrará para a história, não apenas pela questão futebolística, mas pela lição de gestão da equipe espanhola. Equipe formada praticamente por "pratas da casa", muito bem preparados por um staff de primeira.


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