Qualidade e Gestão - Arquivo 01/2012

31
Jan
2012

A F1, Rubinho e a carreira de um profissional

Sou um amante da F1, desde os tempos em que era criança e via o Fittipaldi com sua Copersucar, único carro de equipe nacional da história. Depois veio o Piquet, seu tricampeonato e aí nunca mais deixei de ser um fã da velocidade. A tragédia do Senna trouxe alguma tristeza, e reflexões, mas continuei seguindo a F1.

Este ano provavelmente finda a carreira do Rubinho na F1. Uma carreira frustrante de alguém que poderia ter chegado muito mais longe. Mas também de alguém que não teve sorte, não soube aproveitar as oportunidades que a vida lhe apresentou e teve posturas profissionalmente questionáveis.

O Rubinho não é um piloto ruim. Ouso dizer que ele não era pior que alguns campeões medíocres, que chegaram lá graças ao carro incrível que tinham. Lógico que ele não é um Senna ou um Piquet, mas é um piloto dentro da média da F1.

Mas a história do Rubinho foi um caminho cheio de erros. Começou aceitando um destaque não merecido pela Globo, ávida em nomear um sucessor para o falecido Airton, coisa que ele nunca deveria ter permitido. Senna foi único e o Rubinho sempre soube disso. Provavelmente, toda as piadas que ele sofre hoje advém desse papel de "futuro grande campeão" que ele assumiu, sem ter nada ainda na carreira que justificasse. Como sempre comento com meus alunos, melhor uma carreira com crescimento contínuo e gradual, baseada em méritos, do que uma carreira meteórica sem base: alguma hora quem chega a um lugar alto sem preparo acaba sendo identificado e expurgado da estrutura, e não será fácil para alguém que foi gerente ou diretor voltar à base da pirâmide, porque empresas relutam muito em contratar alguém em uma posição inferior à de um emprego anterior...

Rubinho também fez escolhas erradas na carreira, trocando equipes exatamente no momento que elas cresceram. Mas isso também deveu-se a um pouco de falta de sorte, sorte que sempre se faz presente na vida dos grandes vencedores.

Mas o grande erro da vida do Rubinho foi seu "convívio" com Schumacher na Ferrari. Devemos ser humildes sempre e aproveitar ao máximo todas as experiências que podemos ter. Rubinho esteve ao lado do maior piloto de todos os tempos da F1, isso deveria ser um sonho para qualquer corredor. Ele não tinha ainda cacife no início da história da Ferrari para querer ser um piloto no nível do já bicampeão Schumi. Se tivesse sido mais esperto, teria aproveitado a grande oportunidade de aprender ao máximo, sendo parceiro e fiel escudeiro de alguém tão marcante quanto o alemão. Mas tomou o caminho de ser "contra" e não havia essa opção na Ferrari, principalmente depois do alemão ter dado à escuderia italiana o título que há tantos anos ela não ganhava. O mundo hoje é livre e ninguém é obrigado a trabalhar onde não quer. Se o Rubinho não gostava da posição de segundo piloto, deveria ter mudado de equipe. Ao continuar na Ferrari, porque era a equipe mais competitiva, deixou de respeitar a meta de todos daquela empresa, que era trabalhar para o Schumi.

Mas para mim o grande erro do Rubinho foi naquela famosa corrida em que recebeu ordem para deixar o Schumi passar e ele obedeceu, mas na última curva, da forma mais explícita possível. Foi a partir daquele dia que eu deixei de defender o Rubinho nas rodas de amigos. Naquele dia, ele tinha duas opções possíveis:

- ir contra à própria empresa, em favor das regras de esportividade, ganhar a corrida e arcar com as consequências de sua indisciplinada coragem. Tenho certeza que Piquet, Senna, Prost ou Schumacher teriam esta postura;

- fazer o que era melhor para a equipe, obedecer a hierarquia e fazê-lo da forma mais discreta possível, para não prejudicar quem lhe pagava um ótimo salário. Depois, poderia discutir com a equipe aquela ordem, mas em uma discussão interna.

O pior é que, por várias vezes, ele veio criticar a empresa em que trabalhava pela imprensa. Nada menos profissional. Não estou dizendo que ele deveria ser obediente a tudo que lhe era imposto, ele deveria sim questionar e lutar pelo que achava certo, mas DENTRO DA EMPRESA, "roupa suja se lava em casa". Se ele não estivesse mais satisfeito com as escolhas da empresa em que trabalhava, e não conseguisse uma mudança através de uma conversa interna, deveria buscar uma outra empresa e não ficar criticando quem lhe pagava o salário pela TV.

É uma pena que alguém que poderia ter ido muito mais além, tenha feito tantas escolhas questionáveis. E que termine a carreira de forma tão triste, ignorado por todas as equipes. Rubinho é uma pessoa boa, isto é claro, e sempre torci por ele por este motivo. Mas faltou a ele uma postura profissional esperada para alguém em posição de tamanho destaque e não teríamos como esperar um final de carreira muito diferente disso, infelizmente.

31
Jan
2012

Resumo Semanal – Economia – 22 a 28 janeiro

                Na segunda-feira, a gigante Petrobras anunciou que mudará seu presidente e nomeou para o posto sua atual a diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster. A primeira mulher a frente da petroleira foi muito bem recebida pelo mercado, que reagiu com alta significativa das ações da empresa.

                O petróleo pode trazer um grande desafio para a economia mundial: o bloqueio ao Irã, como resultado das sanções dos EUA e União Europeia, poderá acarretar um aumento dos preços globais do petróleo entre 20% a 30%, calcula o FMI.

                Na terça-feira o ministério do trabalho publicou que a criação de empregos formais no Brasil caiu 23% em relação a 2010. Um dos motivos é que o desemprego no país é menor em nove anos, informou o IBGE na quinta-feira.

                O departamento do comercio americano anunciou que o PIB dos EUA já é maior do que antes da crise de 2008. Assim, mesmo com todos os problemas, a economia norte-americana nunca produziu tanto como no ano passado.

24
Jan
2012

Resumo Semanal – Economia – 15 a 21 janeiro

                A Semana do dia 15 de janeiro começou com uma boa notícia: a taxa de juros cobrados em financiamentos é a menor desde 1995. Entre outros motivos, um dos principais é a queda constante da taxa Selic, que mais uma vez foi reduzida pelo governo na última semana.

               Seguindo com as boas novas, o déficit anual da previdência social caiu em 22% em relação a 2010: é o menor índice desde 2002. Outra novidade interessante foi em relação ao piso salarial no estado de São Paulo, que teve uma alta de 15 % alcançando o valor de 690,00 reais.

                Quem deve estar bem feliz também com as noticias da semana passada, são os acionistas da empresa OGX e seu proprietário, Eike Batista: a empresa anunciou a descoberta de mais uma reserva de hidrocarbonetos, na bacia de Santos, elevando as ações da empresa, e a fortuna do homem mais rico do Brasil.

                Situação bem contrária à OGX está a Kodak, que anunciou na sexta-feira sua concordata, após 131 anos revolucionando a fotografia, mas sem reciclar suas próprias ideias. Outra notícia negativa foi a declaração da ONU: a economia mundial está à beira de uma nova recessão, no relatório "Situação e Perspectivas da Economia Mundial”. O FMI está tomando medidas para amenizar a crise e informou que pretende levantar US$ 500 bilhões em recursos para capitalização da instituição a fim de enfrentar a crise de financiamento na Europa.

13
Jan
2012

O bom em tudo

   Esse post foi feito para ajudá-lo a pensar sobre qual o seu real talento ou afinidade. Ao invés de ficarmos cobrindo nossas falhas, porque não mudamos e focamos em nossos pontos fortes?
   O perigo de ficar só focado em nossas falhas é o de tornar-se um profissional “bom” em tudo, mas excelente em nada. Desta forma, nos tornarmos uma pessoa mediana, sem nada especial, seja na vida pessoal ou empresarial.
    Vamos pensar em um pato: o pato voa, anda e nada. Parece incrível falando desta maneira. Mas se pensarmos um pouco mais detalhadamente, ele não voa como uma águia, não nada como um peixe e não anda com maestria. Visto desta forma, não o achamos mais tão incrível assim.
    Quando encontramos um meio em que nossos pontos fortes são exaltados, os nossos defeitos passam quase despercebidos, nos sentimos plenos, confortáveis, e as atividades realizadas dessa maneira são mais prazerosas e proveitosas para todos.
    Fique claro que não estou dizendo para não corrigir nossas falhas. Mas não deixe de focar no que você tem de melhor. Trabalhe nas falhas que são mais críticas, para que elas não ofusquem suas reais qualidades.
    Vamos supor que nossa personalidade seja como um terreno desnivelado: tem pontos baixos e pontos altos, buracos e montanhas. O nosso objetivo é sempre chegar mais longe, mas para isso precisamos enxergar adiante. Se você focar só em tapar os buracos, você terá uma viagem mais suave, porem não irá enxergar muito longe. Tente aumentar o nível das suas montanhas: poderá ver muito mais além do que via antes.
    Concluindo, todos nós temos defeitos e pontos fortes: escolher onde colocar o foco é o que muda de pessoa para pessoa. Escolha um ambiente propício que valorize seus pontos fortes e não os fracos, enfatizando o que você tem de melhor.


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